PS critica utilização partidária de ações do Governo no Algarve

O PS do Algarve criticou esta terça-feira o Governo por utilizar ações realizadas pela ministra do Ambiente na região em benefício da campanha eleitoral do PSD no círculo de Faro, onde Maria da Graça Carvalho é cabeça de lista.

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© PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP via Getty Images)

Lusa
29/04/2025 19:24 ‧ há 5 horas por Lusa

Política

Eleições Legislativas

A federação socialista algarvia considerou num comunicado que se está a assistir a uma "utilização sem limites dos meios do Estado português para benefício da campanha eleitoral do PSD" e que a "confusão entre funções públicas e de governo com a atividade partidária" obriga o partido a posicionar-se para expor publicamente a situação.

 

"O mesmo Governo que decidiu em nome do país decretar três dias de luto nacional pela morte do Papa Francisco e que até pretendia adiar as celebrações do 25 de Abril não considera um desrespeito manter a atividade de campanha eleitoral da ministra do Ambiente", censurou a estrutura regional.

Em causa está, exemplificou o PS, a inauguração na quinta-feira, véspera do feriado do 25 de Abril, da Loja da Energia de Loulé, no distrito de Faro, círculo pelo qual Maria da Graça Carvalho encabeça a lista da AD - Coligação PSD/CDS-PP.

Nesse espaço, a Câmara de Loulé já "havia aberto em janeiro de 2024, quando o Governo era do Partido Socialista, o Balcão de Energia", salientou o PS.

"À falta de obras de sua iniciativa, o Governo do PSD rebatiza e inaugura investimentos realizados pelo Partido Socialista, como já tinha sucedido com a obra de captação do volume morto da Barragem de Odelouca, e nem mesmo o luto nacional pela morte do Papa Francisco é razão suficiente para a ministra do Ambiente mostrar o mínimo de recato", lamentou a formação socialista.

O Governo e a coligação que o sustenta, acrescentou, têm feito uma confusão "total" entre as funções governativas e a candidatura partidária, como mostram outras visitas da ministra do Ambiente à região nas últimas semanas, à ria Formosa e a Aljezur, nas quais, segundo a federação socialista, foram envolvidos candidatos autárquicos social-democratas e excluídos autarcas socialistas.

"Para esta semana, o Governo já prepara nova sessão de propaganda com a inauguração das novas instalações da Polícia Judiciaria de Faro", antecipou o PS sobre uma ação prevista na área da Justiça, atribuindo o desenvolvimento do projeto à ação de deputados do partido e ao Governo socialista liderado por António Costa.

A federação classificou a inauguração das novas instalações da PJ como "mais um exemplo de aproveitamento político-partidário" que a coligação de direita está a promover para fazer campanha para as eleições legislativas marcadas para 18 de maio.

"O PSD pode cortar a fita para a campanha eleitoral, mas não consegue enganar os algarvios, que sabem que coube aos deputados do PS a ideia e a iniciativa e ao Governo do PS a autorização da despesa da nova sede da Polícia Judiciária de Faro", acrescentou.

PS e PSD, sozinho ou no âmbito da coligação AD, têm-se alternado como força mais votada no Algarve ao longo das cinco décadas de democracia, mas essa alternância chegou ao fim nas últimas eleições, em 2024, quando o Chega (27,19%) saiu vencedor no distrito de Faro, superando o PS (25,46%), segundo classificado, e a coligação PSD/CDS-PP/PPM (22,39%), terceira.

As três forças dividiram os nove deputados eleitos por este círculo, com três cada.

O Chega e o PS repetem as candidaturas de 2024 de Pedro Pinto e Jamila Madeira, respetivamente, enquanto a AD - Coligação PSD/CDS-PP aposta em Maria da Graça Carvalho, que tem sido uma presença constante na região devido ao seu papel como governante, com destaque na gestão da água e dos cortes aplicados à economia algarvia para preservar reservas de água devido à seca.

Com 383.980 eleitores inscritos, o círculo de Faro elege nove deputados à Assembleia da República e este ano haverá 15 forças políticas a disputar o escrutínio no distrito, mais uma do que em relação a 2024.

Leia Também: Ministra pede aos portugueses para produzirem menos lixo e reciclarem mais

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